Vamos direto ao ponto: relacionamento aberto não é bagunça, poliamor não é desculpa para trair, e configurações alternativas não são “modinha de internet”.
São escolhas conscientes, honestas e válidas de pessoas que decidiram que o amor delas funciona melhor fora do modelo tradicional.
Relacionamento aberto? É quando você tem um parceiro principal mas ambos concordam que podem ter experiências com outras pessoas.
Poliamor? É quando você ama e se relaciona com múltiplas pessoas ao mesmo tempo, com conhecimento e consentimento de todos os envolvidos.
Outras configurações? Ah, meu amigo, existem tantas quantas a criatividade e a honestidade permitirem.
Aqui vai a real: relacionamentos alternativos exigem MUITO mais comunicação que os tradicionais. Não dá pra ser daqueles que acham que “amor verdadeiro não precisa falar, só sentir”. Precisa falar sim, e muito.
Limites, expectativas, sentimentos, inseguranças, tudo na mesa. Parece trabalhoso? É. Mas sabe o que mais é trabalhoso? Ficar guardando mágoa, fazendo cena de ciúmes e explodindo do nada porque “você deveria saber o que eu tô sentindo”.
Relacionamentos abertos e poliamor são tipo academia emocional: você vai precisar fortalecer músculos de comunicação que nem sabia que tinha. Mas no final, fica forte pra caramba.
Acordos que salvam relacionamentos (principalmente em épocas de folia)
E por falar em comunicação, tem épocas do ano em que os acordos precisam estar ainda mais afinados. Carnaval, réveillon, viagens, festas… momentos em que os limites podem ficar nebulosos e a tentação bate à porta fantasiada de liberdade.
Se você vive um relacionamento aberto ou poliamor, algumas perguntas precisam estar respondidas antes da festa começar:
- Pode beijar outras pessoas?
- E se rolar algo além do beijo?
- Precisa avisar na hora ou pode contar depois?
- Tem lugares ou pessoas que são off-limits?
- Como lidar se bater aquele ciúme no meio da celebração?
Ter esses acordos claros não é falta de confiança. É justamente o oposto: é construir confiança através da honestidade.
Não é para todo mundo e está tudo bem

Aqui vai uma verdade libertadora: você não precisa querer relacionamento aberto ou poliamor só porque “parece moderno”.
- Se você é monogâmico feliz, maravilhoso!
- Se você prefere casual sem compromisso, perfeito!
- Se você quer experimentar outras configurações, ótimo!
O problema nunca foi a monogamia em si. O problema é quando a gente força todo mundo a caber no mesmo modelo e julga quem escolhe diferente.
Liberdade de verdade é cada um saber o que funciona pra si e respeitar as escolhas dos outros.
A diferença entre relacionamento aberto e traição é uma palavrinha de seis letras: acordo. Traição é quebra de confiança. Relacionamento aberto é construção de confiança através da honestidade.
Se você quer liberdade de ficar com outras pessoas mas não quer que seu parceiro saiba, isso não é relacionamento aberto, meu caro. É só traição com nome bonito. E não, não vale fazer pressão pra parceiro aceitar algo que não quer só pra você poder “trair legalmente”.
Encontros e plataformas: onde tudo isso se encontra

E onde pessoas que vivem essas configurações se encontram? Bom, além dos apps específicos, plataformas como Skokka também entram na jogada.
Seja para quem procura experiências casuais dentro de um relacionamento aberto, seja para quem quer explorar sua sexualidade de formas diferentes, ter espaços seguros e diretos faz toda diferença.
O importante é: clareza nas intenções, respeito aos limites, e honestidade em todas as interações.
Relacionamentos são como impressões digitais: cada um é único. Não existe fórmula mágica, não existe jeito “certo” universal. Existe o que funciona pra você, com honestidade, respeito e comunicação.
Relacionamento aberto, poliamor, monogamia, casual, nenhum relacionamento, todas são escolhas válidas quando feitas com consciência e respeito por todos os envolvidos.
No fim das contas, o único manual de instruções do amor que realmente funciona é aquele escrito por você e por quem você escolhe amar.