Hoje, 29 de janeiro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans, uma data que vai muito além de um marco no calendário. É um dia de luta, memória, resistência e, principalmente, de afirmação da existência de pessoas trans e travestis num país que ainda precisa aprender muito sobre respeito e inclusão.
A história que não podemos esquecer
Tudo começou em 2004, quando um grupo de ativistas trans ocupou o Congresso Nacional em Brasília para lançar a campanha “Travesti e Respeito”, em parceria com o Ministério da Saúde. Naquele momento histórico, pessoas trans disseram em alto e bom som: “Nós existimos. Nós merecemos dignidade. E não vamos mais aceitar ser invisibilizadas.”
Desde então, 29 de janeiro se tornou um símbolo de visibilidade, orgulho e resistência. É o dia em que reafirmamos que pessoas trans e travestis não são personagens secundárias da sociedade, são protagonistas de suas próprias vidas, com sonhos, talentos, medos e direitos como qualquer outra pessoa.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) divulgou em janeiro de 2025 dados que merecem nossa atenção: o Brasil segue registrando os maiores índices de violência letal contra pessoas trans no mundo, uma realidade que persiste há 17 anos consecutivos.
Entre 2017 e 2024, a ANTRA mapeou 1.179 assassinatos de pessoas trans, travestis e não binárias no Brasil. Isso representa uma média de 147 mortes por ano ou 12 assassinatos por mês. São números que escancaram uma violência estrutural, sistemática e profundamente enraizada na transfobia brasileira.
E sabe por que isso acontece? A violência contra pessoas trans não surge do nada. Ela é alimentada por um ciclo cruel de exclusão:
- Expulsão de casa ainda na adolescência
- Evasão escolar causada por bullying e discriminação
- Exclusão do mercado de trabalho formal, segundo o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e a plataforma To.gather, apenas 0,38% dos postos de trabalho formais no Brasil são ocupados por pessoas trans
- Falta de amparo institucional e dados oficiais desagregados
Skokka está do lado certo dessa história

O Skokka sempre acreditou em algo simples, mas revolucionário: todas as pessoas merecem respeito, segurança e dignidade no exercício da sua profissão e da sua sexualidade.
Não é coincidência que nossa plataforma seja um espaço onde profissionais trans encontram visibilidade, autonomia e uma chance de trabalhar com mais segurança. Acreditamos que a inclusão não é favor, é obrigação. E que o mercado adulto tem responsabilidade social, sim.
Visibilidade sem ação é vazia. Então, como você pode fazer a diferença?

Respeite o nome social: use sempre o nome e pronomes corretos. Isso não é gentileza, é respeito básico.
Combata a transfobia no seu círculo: aquela piada transfóbica? Não deixe passar. O silêncio é cumplicidade.
Apoie negócios e profissionais trans: especialmente em plataformas como o Skokka, valorize e respeite o trabalho de profissionais trans.
Exija políticas públicas: cobre do governo investimento em saúde, educação, segurança e oportunidades para pessoas trans.
Eduque-se: leia, escute, aprenda. O dossiê da ANTRA está disponível publicamente e é leitura obrigatória para quem quer entender a realidade trans no Brasil.
O Dia Nacional da Visibilidade Trans nos lembra que pessoas trans existem, resistem e merecem muito mais do que apenas serem vistas, merecem ser respeitadas, protegidas, valorizadas e incluídas em todos os espaços da sociedade.
O Skokka orgulha-se de fazer parte dessa luta. Porque acreditamos que um mundo mais inclusivo, respeitoso e justo é melhor para todo mundo.