Já dá pra sentir aquele formigamento, né? O cheiro de purpurina no ar, o som dos tamborins ao longe, aquela vontade de soltar o corpo e esquecer que segunda-feira existe. O Carnaval 2026 tá aí na esquina e, meu amigo, essa festa promete ser das boas.
De 13 a 21 de fevereiro, o Brasil inteiro vai parar. Ou melhor, vai se mexer. Porque se tem uma coisa que a gente sabe fazer é transformar as ruas em passarela, o asfalto em pista de dança e qualquer esquina em palco de encontros memoráveis.
Rio: onde o samba encontra o suor (e o tesão)
O Rio não brinca em serviço quando o assunto é Carnaval. A partir do dia 13, a Cidade Maravilhosa vira um playground adulto de proporções épicas.
No Sambódromo, as escolas vão desfilar nos dias 15, 16 e 17, com enredos que prometem arrepiar. O Grupo Especial pode aumentar de 12 pra 15 escolas, ou seja, mais samba, mais plumas, mais aquele clima de “caramba, tô vivendo isso ao vivo”. E tem novidade: agora também rola desfile na terça, porque quanto mais, melhor.
Mas a real magia mesmo tá nas ruas. Os blocos começam no pré-Carnaval (7 e 8 de fevereiro) e só terminam no pós (21 e 22 de fevereiro). São centenas deles espalhados pela cidade:
- Cordão do Bola Preta lotando o Centro desde 1918
- Banda de Ipanema fazendo a Zona Sul delirar
- Suvaco do Cristo se despedindo em 2026 (sim, vai ter chororô)
- Orquestra Voadora e Bangalafumenga fazendo o Aterro tremer
- Chora, Me Liga misturando sertanejo com folia
- Monobloco com repertório que vai do samba ao rock
E olha, não é só seguir o trio e pronto. É aquele papo no meio da multidão, aquele olhar cruzado na concentração, aquele beijo roubado quando a música fica mais lenta. O Carnaval carioca tem essa magia de aproximar desconhecidos e criar histórias que começam com “você não vai acreditar no que aconteceu no bloco…”
Salvador: o axé que faz o corpo suar
Se o Rio é samba no pé, Salvador é axé na veia. De 12 a 17 de fevereiro, a capital baiana vira um caldeirão fervendo de energia, cor e muito, muito suor bom.
Os circuitos Barra-Ondina e Campo Grande viram verdadeiras artérias de alegria, com trios elétricos arrastando multidões. E não tem como falar de Salvador sem mencionar: aqui a festa é na rua, colado em milhares de pessoas, pulando sem parar, cantando até ficar rouco.
A vibe soteropolitana tem um tempero especial. É mais quente, mais intensa, mais… como dizer… carnal? Tem algo no ar de Salvador durante o Carnaval que deixa todo mundo mais solto, mais livre, mais disposto a viver o momento sem pensar no amanhã.
São Paulo: a surpresa que ninguém esperava
Paulistano pode até reclamar de tudo, mas de uns anos pra cá descobriu que também sabe fazer Carnaval. E como sabe!
O pré-Carnaval começa em 17 de janeiro e vai esquentando até explodir de 14 a 18 de fevereiro. São dezenas de blocos espalhados por bairros como Vila Madalena, Pinheiros, Centro, Bixiga, cada um com sua vibe particular.
A vantagem de SP? Diversidade. Tem bloco de rock, de samba, de funk, de pagode, de MPB, de literalmente qualquer coisa que você imaginar. E como a cidade é enorme, você pode montar seu próprio roteiro e curtir do seu jeito.
O que rola além da folia oficial

Mas vamos combinar uma coisa: o Carnaval não é só bloco e Sambódromo. É também aquele after no apartamento de alguém que você conheceu na festa. É o churrasco de ressaca no domingo. É a piscina do prédio virando clube às 3 da tarde. É aquele encontro “casual” que foi tudo, menos casual.
É nesses momentos, entre uma festa e outra, entre um bloco e o próximo, que o Carnaval mostra sua face mais interessante. Quando a fantasia sai mas a energia continua. Quando o glitter ainda tá grudado na pele e a vontade de aproveitar não passou.
A arte de curtir com responsabilidade (mas sem ser chato)
Olha, a gente não vai fazer textão moralista aqui. Mas algumas dicas são essas que fazem a diferença entre “melhor Carnaval da vida” e “nunca mais”:
Hidratação é sexy. Sério. Água entre uma cerveja e outra te mantém bonito, disposto e menos ressacado.
Protetor solar existe por um motivo. Queimadura não tem nada de sensual.
Camisinha no bolso, sempre. Porque oportunidades aparecem quando você menos espera, e nada mata mais o clima do que “pera aí que eu vou buscar”.
Escuta seu corpo. Se tá cansado, descansa. Se tá com fome, come. O Carnaval dura dias, não precisa se destruir no primeiro.
Combina códigos com a galera. Celular morre, sinal fica ruim, gente se perde. Ter um ponto de encontro salva vidas (e amizades).
Depois que a poeira (e a purpurina) baixar
Quarta-feira de cinzas chega e com ela aquela sensação de “e agora?”. O corpo dolorido, a carteira vazia, as mensagens no celular que você mal lembra de ter mandado…
Mas também tem aqueles contatos novos salvos. Aqueles stories que vão te fazer sorrir por semanas. Aquelas histórias que você vai contar mil vezes pros amigos (editando as partes mais picantes, claro).
E se pintou uma conexão interessante durante a folia? Se rolou aquela química com alguém legal? Se você tá querendo esticar esse clima de liberdade e prazer além do Carnaval?
Mantém a vibe o ano todo
